Tem um custo na sua transportadora que não aparece em nenhuma nota: o caminhão parado no pátio esperando carregar ou descarregar. A tarifa não cobra por ele, mas o seu caixa paga todo mês. É o custo que a tarifa esconde e o caixa cobra.
Enquanto o caminhão espera, o motorista está sendo pago, o ativo está se depreciando, a parcela continua correndo e aquele veículo não está gerando frete. O relógio do pátio gira contra a sua margem em silêncio.
Caminhão parado não dá prejuízo visível. Dá prejuízo invisível, que é o pior de todos.

Por que ninguém vê esse custo
Porque ele não tem uma linha própria na planilha. Ele se dilui no custo fixo, no salário, na manutenção. Quando o dono olha o resultado, sente que "algo está comendo a margem", mas não consegue apontar o quê. O tempo de pátio é um dos maiores suspeitos.
Como trazer esse custo para a luz
- Meça o tempo de pátio. Hora de chegada, hora de liberação. Sem medir, não existe.
- Calcule o custo da hora parada. Quanto custa cada caminhão por hora sem rodar.
- Cobre o que é seu. Estadia e diária têm que entrar na negociação com o embarcador.
- Ataque a causa. Agendamento, sequência de carga e escolha de cliente mudam o jogo.
Quando você coloca o tempo de pátio na conta, duas coisas acontecem: você precifica o frete certo e você passa a escolher melhor com quem trabalha. Margem não se ganha só rodando mais. Se ganha parando de perder onde ninguém estava olhando.
Publicado originalmente na newsletter Ecossistema TRC Lucrativo, de Flávio Batista. Ler a edição completa no LinkedIn →
