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Retenção de motoristas: o desligamento é só a certidão de óbito de um processo

Flávio Batista em palestra da FB Consult

Quando um motorista pede a conta, o dono costuma tratar como um evento isolado: "perdi mais um". Mas o desligamento não é o começo do problema. É o fim dele. É a certidão de óbito de um processo de retenção que morreu semanas, ou meses, antes.

O motorista não sai no dia em que entrega a carteira. Ele sai por dentro muito antes: na escala mal feita, na promessa não cumprida, na falta de retorno, no equipamento que não funciona. Quando o aviso prévio chega, a decisão já estava tomada havia tempo.

Turnover não é um problema de saída. É um problema de tudo o que acontece antes da saída.
Flávio Batista em palestra da FB Consult
O motorista sai por dentro muito antes de entregar a carteira.

Onde a retenção realmente começa

Retenção não é um bônus no fim do mês. É um processo que começa na captação e não para mais:

  • Na contratação certa. Trazer o motorista que combina com a operação, não o primeiro que aparece.
  • Na integração. Os primeiros dias decidem se ele fica. Motorista jogado na estrada sem integração é motorista de passagem.
  • No dia a dia. Escala previsível, pagamento em dia, equipamento em ordem e um canal para ser ouvido.
  • No acompanhamento. Indicador de clima e de saída, para agir antes do aviso prévio, não depois.
Consultoria de Motoristas · FB Consult
Monte o processo que segura o motorista antes do aviso prévio

O custo que ninguém soma

Cada motorista que sai leva dinheiro junto: recrutamento, exame, treinamento, caminhão parado e a curva de adaptação do substituto. Some isso pelo ano e o turnover deixa de ser um detalhe de RH e vira uma linha de prejuízo na operação.

Tratar motorista como ativo estratégico não é discurso bonito. É a diferença entre uma frota que roda com gente que conhece a operação e uma frota que vive recomeçando do zero. A retenção começa muito antes da saída. E o lucro também.

Publicado originalmente na newsletter Ecossistema TRC Lucrativo, de Flávio Batista. Ler a edição completa no LinkedIn →