A cena se repete em transportadora de todo tamanho. Lança-se a campanha de direção econômica com cartaz, meta e premiação. Na primeira semana, o consumo melhora. Na terceira, volta tudo ao que era. No fim do mês, a campanha já morreu. E ninguém entende por quê.
A resposta é dura: campanha não é sistema. Campanha depende de empolgação, e empolgação tem prazo de validade curto. Quando o entusiasmo acaba, não sobra estrutura para segurar o resultado.
Toda economia que depende de motivação volta. Só fica a que vira processo.

Por que a campanha morre
- Sem dado, sem direção. Se o motorista não vê o próprio consumo toda semana, ele dirige no escuro.
- Sem acompanhamento, sem ajuste. Ninguém corrige o que ninguém mede de perto.
- Sem regra, sem sustentação. Quando a campanha acaba, não fica nada no lugar.
- Sem o gestor junto, sem exemplo. Economia que é só cobrança do motorista não cola.
O que transforma campanha em sistema
O resultado se sustenta quando a direção econômica deixa de ser um evento e vira rotina. Indicador de consumo por motorista acompanhado toda semana. Feedback individual, não cartaz coletivo. Meta ligada a uma política de abastecimento que já organiza o resto. E o gestor dentro do processo, não só assistindo o número subir.
Campanha empolga por um mês. Sistema entrega o ano inteiro. Na consultoria de Diesel da FB Consult, a gente não vende campanha. A gente instala o sistema que faz a economia ficar depois que a empolgação passou.
Publicado originalmente na newsletter Ecossistema TRC Lucrativo, de Flávio Batista. Ler a edição completa no LinkedIn →
