Toda transportadora que quer cortar diesel começa pelo lugar mais visível: o motorista. Campanha de direção econômica, meta de consumo, bônus por quilômetro rodado. E quase sempre a economia some no fim do mês. O motivo é simples: a economia de diesel não começa no comportamento. Começa na regra.
Quando a empresa não tem uma política de abastecimento clara, cada abastecimento vira uma decisão solta. O caminhão abastece onde dá, na hora que dá, pelo preço que aparece. Aí nenhuma campanha de motorista segura, porque o problema não está no pé direito. Está na ausência de regra.
Sem política de abastecimento, você não tem economia. Tem sorte.

O que é uma política de abastecimento
É o conjunto de regras que define onde, quando, quanto e como a frota abastece. Não é um discurso, é um documento que a operação inteira segue:
- Onde abastecer. Postos e bases definidos por preço e por rota, não por conveniência do momento.
- Quando abastecer. Nível mínimo de tanque e janela de abastecimento, para não pagar caro na urgência.
- Quanto registrar. Litro por litro, com hodômetro, para fechar o consumo de cada caminhão.
- Como controlar. Quem aprova, quem confere e o que dispara um alerta.
Por que a regra vence a campanha
Campanha depende de vontade. Regra independe. Quando a política existe, o motorista bom não precisa lutar contra o sistema, e o desperdício não tem por onde entrar. A direção econômica vira consequência de um processo, e não uma promessa que evapora.
É por isso que, na consultoria de Diesel da FB Consult, a primeira coisa que estruturamos não é treinamento de motorista. É a regra. Compra, tanque, plano de abastecimento e controle. O comportamento vem depois, dentro de um sistema que já protege a margem.
Quem trata o diesel pela regra, e não pelo improviso, é quem fica com a economia no fim do mês.
Publicado originalmente na newsletter Ecossistema TRC Lucrativo, de Flávio Batista. Ler a edição completa no LinkedIn →
