Base de conhecimento

Perguntas sobre o financeiro da transportadora, respondidas

O dinheiro da transportadora se decide no financeiro, e a maioria dos donos gere pelo extrato do banco, não pelo resultado. Aqui estão as perguntas sobre DRE por caminhão, lucro, fluxo de caixa e crédito, respondidas pelo método Transportadoras Lucrativas, com número no lugar de opinião.

Veja também: Perguntas sobre custos e CPK · Perguntas do dono de transportadora · Inadimplência recorde no TRC

O placar

DRE e resultado por caminhão

quantos DREs eu preciso ter na transportadora

Você precisa de dois níveis. Um DRE consolidado da empresa, que mostra o resultado geral do mês, e um DRE por caminhão, que é onde a verdade aparece. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quase ninguém tem o segundo, e é justamente ele que revela qual placa dá lucro e qual está comendo o caixa. Sem DRE por caminhão você toma decisão no escuro, mistura o bom pagador com o furado e acha que a empresa vai bem porque o consolidado fechou positivo. Comece pela frota inteira, uma coluna por placa, receita menos custo direto e rateio.

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como saber se um caminhão específico dá prejuízo

Monte o DRE daquela placa isolada. Pegue a receita que o caminhão gerou no mês, tire o custo direto dele, diesel, motorista, pneu, manutenção, pedágio, e depois rateie a parte da estrutura fixa que ele deve sustentar. Se o resultado der negativo de forma recorrente, não é azar, é modelo errado. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, é comum um caminhão velho com CPK alto puxar o lucro de três novos pra baixo. O dono só descobre quando abre o número por placa. Faça isso três meses seguidos, porque um mês ruim pode ser rota atípica, três meses ruins é sentença.

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o que entra no custo direto de cada caminhão no DRE

Custo direto é tudo que só existe porque aquele caminhão rodou. Diesel, motorista com encargos, pneu proporcional aos quilômetros, manutenção, lubrificante, pedágio, rastreador e o desgaste do próprio veículo, que é a depreciação. O que não entra aqui é o custo fixo da empresa, escritório, administrativo, pró-labore, isso vai no rateio depois. A confusão mais comum que vejo nas mais de 2.000 transportadoras atendidas é jogar tudo num monte só, aí ninguém sabe se o problema é o caminhão ou a estrutura. Separe custo direto de custo fixo, é essa divisão que faz o CPK e o DRE por placa ficarem honestos.

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com que frequência devo fazer o DRE da transportadora

Todo mês, fechado até o dia dez do mês seguinte, sem exceção. DRE que sai trimestral ou quando dá tempo não serve pra gestão, serve pra contador. O ciclo do caixa numa transportadora é rápido, o diesel sobe hoje e o frete só reajusta daqui a sessenta dias, então você precisa enxergar o resultado enquanto ainda dá pra corrigir. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem fecha DRE mensal reage a tempo, quem fecha atrasado só descobre o rombo quando já não tem caixa. Crie a rotina, defina o responsável, bata o número com o banco e trate o DRE como reunião fixa da empresa.

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rateio de custo fixo por caminhão, como fazer certo

O rateio distribui a estrutura fixa entre as placas pra você saber quanto cada caminhão precisa gerar pra pagar a empresa. O critério mais justo na transportadora é por quilômetro rodado ou por receita, não divida igual pra todo mundo, porque um caminhão que roda o dobro consome mais estrutura. Pegue o custo fixo total do mês, escritório, administrativo, pró-labore, e divida pelo total de quilômetros da frota, isso te dá um valor por quilômetro que você aplica em cada placa. Feito assim, o DRE por caminhão mostra o resultado real depois de pagar sua parte da máquina, e não uma foto enganosa só do custo direto.

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DRE contábil e DRE gerencial são a mesma coisa

Não são, e confundir os dois custa caro. O DRE contábil serve pra imposto e para o banco, segue regra fiscal e nem sempre reflete a operação do dia a dia. O DRE gerencial é o seu, feito pra decidir, com custo por caminhão, CPK, rateio e a realidade do frete. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, muita gente olha só o contábil, acha que está tudo certo porque o contador não reclamou, e vive apertado sem entender. Use o contábil para obrigação e o gerencial para gestão. É o gerencial que te diz qual rota cortar, qual caminhão vender e qual frete recusar.

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meu contador entrega o balanço mas não entendo, o que faço

Balanço e DRE contábil respondem ao fisco, não respondem a pergunta do dono, que é onde está o lucro e onde está o vazamento. O que você precisa é traduzir aquilo em gestão, um DRE gerencial mensal com resultado por caminhão, CPK e rateio da estrutura. O contador registra o passado, quem dirige o resultado é você. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o passo que mais destrava o dono é parar de esperar entender o balanço e começar a montar o número gerencial, mesmo que simples, numa planilha. Comece com receita, custo direto e fixo por placa, o resto vem com a rotina.

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tenho poucos caminhões, vale a pena fazer DRE por placa

Vale mais ainda. Com frota pequena, um caminhão no vermelho representa uma fatia enorme do resultado, então o estrago proporcional é maior do que numa frota grande. E a boa notícia é que dá pra fazer numa planilha, sem sistema caro, porque são poucas placas pra controlar. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem tem três, cinco caminhões e faz DRE por placa toma decisão muito mais rápido, porque enxerga tudo na palma da mão. Não use o tamanho como desculpa. Pequeno que controla o número por caminhão cresce com base firme, grande que não controla vira frota cara que não dá lucro.

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Quanto sobra

Lucro, margem e ponto de equilíbrio

qual a margem de lucro saudável para uma transportadora

Não existe número mágico igual pra todo mundo, porque depende do tipo de operação, mas a margem líquida de uma transportadora bem gerida costuma ficar entre oito e quinze por cento, e muitas rodam com três, quatro, quando não com prejuízo. O problema raramente é o preço do frete, é o custo que ninguém controla. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quando a gente organiza o CPK e o DRE por caminhão, a margem sobe sem precisar cobrar mais do cliente, só cortando o desperdício. Antes de perseguir uma margem alvo, descubra a sua margem real hoje, porque a maioria dos donos acha que ganha mais do que ganha.

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como calcular o ponto de equilíbrio da minha transportadora

Ponto de equilíbrio é quanto você precisa faturar no mês só pra não ter prejuízo, nem lucro nem perda. Pegue seu custo fixo total, escritório, administrativo, pró-labore, parcelas, e divida pela sua margem de contribuição, que é o quanto sobra de cada real de frete depois de tirar o custo variável como diesel e motorista. O resultado é o faturamento mínimo do mês. Tudo que passar disso vira lucro, tudo abaixo disso é rombo. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quando o dono descobre seu ponto de equilíbrio, ele para de aceitar frete abaixo do custo achando que ajuda no caixa, porque enxerga que aquele frete afunda a conta.

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meu lucro no papel não aparece no banco, por quê

Porque lucro e caixa são coisas diferentes, e essa confusão derruba transportadora. Você pode ter lucro no DRE e caixa vazio porque o dinheiro está preso no prazo do cliente, no frete que você entregou e vai receber em quarenta e cinco dias, enquanto o diesel e o motorista você pagou hoje. Isso é descasamento de prazo, e come o capital de giro. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, é o motivo número um do dono que trabalha muito e vive apertado. Lucro é resultado, caixa é tempo. Você precisa controlar os dois, o DRE mostra se ganha dinheiro, o fluxo de caixa mostra se tem dinheiro.

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dar desconto no frete para ganhar volume compensa

Quase nunca, e a matemática prova. Se sua margem é dez por cento e você dá dez por cento de desconto, você zerou o lucro daquele frete, está trabalhando de graça pra girar dinheiro do cliente. Pra desconto compensar, o volume extra teria que ser gigante e sem custo adicional, o que raramente acontece, porque mais volume traz mais diesel, mais manutenção e mais desgaste. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o desconto agressivo é a armadilha favorita de quem não conhece o próprio CPK. Antes de dar desconto, calcule sua margem de contribuição naquela rota. Volume que não paga o custo não é crescimento, é prejuízo em escala.

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o que é margem de contribuição e por que importa na transportadora

Margem de contribuição é quanto sobra de cada frete depois de tirar só os custos variáveis, diesel, motorista, pedágio, pneu proporcional, antes de pagar a estrutura fixa. É esse valor que sustenta a empresa e vira lucro depois de cobrir o fixo. Importa porque é ela que diz se vale a pena pegar uma carga. Se a margem de contribuição de uma rota é negativa, aquele frete tira dinheiro do seu bolso, não interessa o volume. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o dono que passa a decidir frete pela margem de contribuição, e não pelo faturamento, para de encher a agenda de viagem que dá prejuízo e começa a escolher carga que paga.

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como aumentar o lucro sem comprar mais caminhões

Aumenta o lucro quem tira mais resultado do que já tem, não quem só adiciona ativo caro. Comece pelo CPK, descubra a placa e a rota que estão fora do padrão e corrija diesel, ociosidade, manutenção reativa e frete mal precificado. Um caminhão que volta vazio, um motorista com consumo alto, um contrato com preço defasado, cada um desses é lucro escondido. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, a maioria tem margem escondida dentro da operação atual, não precisa de mais um caminhão financiado pra descobrir isso. Comprar frota antes de arrumar a gestão só multiplica o problema. Primeiro se torna lucrativo com o que tem, depois cresce.

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cresci o faturamento mas o lucro caiu, o que aconteceu

Você cresceu o volume sem crescer a gestão, e o custo cresceu mais rápido que a receita. É o padrão clássico. Mais frete significou mais diesel, mais manutenção, mais gente, mais estrutura, e como o preço não acompanhou o custo real, a margem encolheu. Faturar mais nunca foi garantia de lucrar mais, é o que repito nas mais de 2.000 transportadoras atendidas. Abra o DRE por caminhão e o CPK dos últimos meses e compare com antes do crescimento, você vai achar onde o custo disparou. Crescer sem controlar o custo por quilômetro é ficar maior e mais pobre, que é o pior lugar pra estar.

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como precificar o frete para garantir lucro

Preço de frete que dá lucro parte do custo real, não do que o concorrente cobra. Calcule o CPK daquela operação, custo total dividido pelos quilômetros, some o custo fixo rateado, adicione a margem que você quer e chegue no valor mínimo por quilômetro pra aquela rota. Só depois olhe o mercado. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o erro que mais destrói margem é precificar por comparação, cobrar o que o vizinho cobra sem saber se o custo dele é igual ao seu. Se o mercado paga menos que seu custo mais margem, aquela carga não é pra você. Preço nasce do custo, o mercado só diz se cabe.

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O caixa

Fluxo de caixa e capital de giro

o que é capital de giro numa transportadora e quanto preciso

Capital de giro é o dinheiro que segura a operação enquanto o frete que você já rodou ainda não caiu na conta. Você paga diesel, motorista e manutenção agora e recebe do embarcador em trinta, quarenta e cinco, sessenta dias. Essa diferença precisa de caixa próprio pra ser bancada. Uma referência prática é ter capital de giro equivalente a pelo menos um a dois meses de custo operacional, quanto maior o prazo do cliente, maior a necessidade. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem opera sem essa reserva vive puxando cheque especial e antecipação cara. Calcule seu ciclo de caixa e dimensione o giro antes de crescer, senão o crescimento te quebra.

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como montar um fluxo de caixa para transportadora

Fluxo de caixa é o calendário do dinheiro, o que entra e o que sai por data. Monte uma projeção de pelo menos noventa dias, lançando de um lado os recebimentos de frete pela data real que o cliente paga, e do outro as saídas, diesel, folha, parcela de caminhão, imposto, manutenção prevista. O que importa é enxergar o saldo dia a dia, porque é ali que o buraco aparece antes de acontecer. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem projeta o caixa com antecedência negocia prazo com folga, quem só olha o extrato de hoje apaga incêndio. Comece numa planilha simples, o hábito vale mais que a ferramenta.

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diesel subiu e meu caixa apertou, como me proteger

Diesel é o maior custo variável da transportadora, então qualquer alta bate direto no caixa, principalmente porque você paga o combustível na hora e recebe o frete depois. A proteção começa por cláusula de reajuste de diesel nos contratos, o gatilho que repassa a alta pro cliente sem você comer o prejuízo sozinho. Depois vem controle de consumo por motorista e por caminhão, porque parte do custo não é o preço da bomba, é o desperdício na direção. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o caso Print Transportes economizou dezoito milhões de reais em diesel só organizando gestão de consumo. Não dá pra controlar o preço do posto, dá pra controlar quanto sua frota gasta.

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antecipar recebíveis de frete vale a pena

Vale como remédio pontual, não como dieta. Antecipar recebível resolve um aperto imediato, mas tem custo, e se virar rotina você está pagando juro todo mês pra rodar dinheiro que já é seu, e isso corrói a margem em silêncio. Antes de antecipar, pergunte por que o caixa não fecha, se é prazo de cliente descasado, se é frete abaixo do custo, se é falta de capital de giro. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, muita gente vicia em antecipação e trata o sintoma em vez da doença. Use pontual, para um pico previsto, e ataque a causa. Antecipação recorrente é sinal de que o modelo financeiro precisa de conserto.

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meu prazo de recebimento é maior que o de pagamento, como resolver

Esse descasamento é o que mais suga caixa na transportadora, você paga o custo antes de receber o frete e a diferença vira necessidade de giro. Ataque pelas duas pontas. Na entrada, negocie prazos menores com o embarcador ou preço melhor pra prazo longo, e evite cliente que paga em sessenta ou noventa dias sem compensar no valor. Na saída, negocie prazo com fornecedor de pneu, peça, posto, pra empurrar o pagamento. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, encurtar dez dias de recebimento libera um caixa que muitos donos nem sabiam que estava preso. Meça seu ciclo, dias de recebimento menos dias de pagamento, e trabalhe pra fechar essa conta.

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quanto devo guardar de reserva na transportadora

Reserva de caixa numa transportadora não é luxo, é o que evita que uma manutenção pesada ou um cliente que atrasa te obrigue a pegar dinheiro caro no susto. Uma referência prática é manter de um a três meses de custo fixo separado, longe da conta operacional, para não gastar sem perceber. Frota velha e cliente concentrado pedem reserva maior, porque o risco de imprevisto é maior. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem tem reserva negocia de igual pra igual com banco e fornecedor, quem não tem aceita qualquer condição porque está com a faca no pescoço. Construa a reserva com um percentual fixo de cada recebimento, antes de gastar o restante.

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misturar dinheiro da empresa com o pessoal, qual o problema

O problema é que você perde completamente a leitura do resultado e do caixa. Quando pró-labore, conta de casa e despesa da empresa saem da mesma conta, você nunca sabe se a transportadora dá lucro ou se é você que está bancando ela sem perceber. Separe já, conta pessoa jurídica só para a empresa, e defina um pró-labore fixo mensal pra você, que entra no custo como qualquer outro. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, essa mistura é uma das primeiras coisas que a gente corta, porque sem ela o DRE e o fluxo de caixa não têm como fechar honestos. Empresa e dono são caixas diferentes, trate assim.

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como saber se posso comprar um caminhão à vista ou financiado

A pergunta não é à vista ou financiado, é o caminhão vai se pagar. Antes de decidir, projete o DRE daquela placa nova, quanto ela vai faturar, qual o CPK esperado e quanto sobra por mês depois de todos os custos. Se comprar à vista, veja se isso não zera sua reserva e te deixa sem capital de giro, porque caminhão parado no pátio não paga conta. Se financiar, a parcela precisa caber no que o próprio caminhão gera, não no caixa do resto da frota. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o erro é comprar por oportunidade e descobrir depois que a placa não fecha a própria conta. Decida pelo número, não pela vontade.

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O banco

Crédito e inadimplência

como analisar um cliente antes de dar prazo no frete

Dar prazo é dar crédito, e crédito sem análise é presente. Antes de fechar, consulte o CNPJ em birô de crédito, veja protesto, ação, restrição, e pesquise a reputação do embarcador com outras transportadoras, esse boca a boca vale ouro. Estabeleça um limite de crédito por cliente, um teto de quanto você aceita ter a receber daquela empresa ao mesmo tempo, e não ultrapasse por pressão de volume. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o dono que quebra por inadimplência quase sempre concentrou frete num cliente grande sem analisar, ofuscado pelo volume. Volume de cliente que não paga não é faturamento, é prejuízo esperando a data. Analise antes, não depois do calote.

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cliente não paga o frete, o que fazer primeiro

Aja rápido e com método, porque dívida velha vira dívida perdida. No primeiro dia de atraso, contato formal e registrado, cobrança educada mas firme, e pare de rodar frete novo pra ele enquanto o débito estiver aberto, senão você aumenta o rombo. Renegocie com data e valor por escrito, e se não houver acordo, protesto e cobrança jurídica, porque frete tem documento, conhecimento e canhoto, que são prova forte. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o erro comum é continuar carregando pro cliente inadimplente com medo de perder a conta, e aí a perda só cresce. Cliente que não paga já não é cliente, é risco. Corte o fornecimento e proteja o caixa.

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qual índice de inadimplência é aceitável na transportadora

Quanto mais perto de zero, melhor, mas na prática uma inadimplência controlada fica abaixo de dois a três por cento do faturamento, e acima disso já é sinal de que a política de crédito está frouxa. O perigoso não é só o percentual, é a concentração, um único cliente grande atrasando pode valer mais que dez pequenos. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o problema quase nunca é falta de cliente, é excesso de crédito dado sem critério. Meça sua inadimplência todo mês, separe por cliente e por idade da dívida, trinta, sessenta, noventa dias, porque dívida antiga tem menos chance de voltar. O que você mede, você controla, o que ignora, cresce.

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vale a pena depender de um cliente grande que representa boa parte do faturamento

É o risco financeiro mais subestimado na transportadora. Se um cliente responde por trinta, quarenta por cento do seu faturamento, ele não é cliente, é sócio que não assinou nada, e no dia que ele atrasa, reduz volume ou troca de transportadora, seu caixa desaba. Concentração te tira o poder de negociar preço e prazo, porque perder ele é perder a empresa. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, a regra que passo é não deixar nenhum cliente passar de vinte, vinte e cinco por cento do faturamento, e trabalhar ativamente pra diversificar a carteira. Cliente grande é bom, dependência de cliente grande é uma bomba com data marcada.

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como definir o limite de crédito de cada cliente

Limite de crédito é o teto de quanto você aceita ter a receber de um cliente ao mesmo tempo, e ele nasce de duas coisas, a saúde financeira dele e o quanto sua empresa aguenta perder sem quebrar. Comece pela análise do CNPJ, protesto, restrição, histórico de pagamento, e cruze com sua reserva de caixa, porque nenhum cliente deveria poder te levar a um rombo que você não suporta. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, quem opera com limite definido por cliente para o frete quando o teto estoura e cobra antes de continuar. Sem limite, o dono só descobre o tamanho da exposição quando o calote já aconteceu. Defina, registre e respeite o teto.

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financiamento de caminhão está pesando no caixa, o que fazer

Primeiro separe se o problema é a parcela alta ou o caminhão que não gera o suficiente pra pagá-la, porque a solução muda. Abra o DRE daquela placa, se ela fatura e o resultado só não fecha por causa da parcela, o caminho é renegociar prazo ou taxa com o banco pra aliviar o caixa mensal. Se a placa nem cobre o próprio custo, o problema não é o financiamento, é o modelo, e talvez vender seja mais inteligente que arrastar. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, muito dono paga parcela de caminhão que dá prejuízo com o lucro de outro, e chama isso de frota. Decida com o número da placa na frente, não com apego ao veículo.

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quando devo recusar um frete por risco financeiro

Recuse quando o preço não cobre seu custo mais margem, quando o cliente tem restrição ou fama de mau pagador, e quando aceitar aquela carga estoura o limite de crédito que você já deu pra ele. Frete abaixo do CPK não é receita, é prejuízo com nota fiscal, e cliente sem análise é calote provável. Nas mais de 2.000 transportadoras atendidas, o dono tem medo de dizer não e acaba enchendo a operação de carga que dá trabalho e não dá dinheiro, ou pior, que não paga. Ter critério pra recusar é sinal de empresa madura, não de fraqueza. Cada não pra frete ruim abre espaço no caminhão pra frete que sustenta a margem e o caixa.

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Enxergue o lucro real da sua transportadora.

O Conselho do Transportador é a consultoria da FB Consult que monta o DRE por caminhão e organiza o financeiro da sua frota antes de você precisar do banco. Comece pelo diagnóstico.

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