Será apresentada na próxima semana a nova tabela de frete rodoviário aprovada pela ANTT

A nova forma de cálculos da tabela de frete rodoviário foi aprovada ontem pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Por decisão unânime, o comando da agência aprovou a nova resolução sobre o tema e validou o relatório com a análise das contribuições apresentadas na audiência pública sobre o estudo técnico elaborado por pesquisadores em logística da Esalq/USP.

A ANTT teve que ceder aos apelos de caminhoneiros autônomos, transportadoras e entidades do setor produtivo. O órgão acatou pedidos de ajustes pontuais na metodologia de cálculo dos valores mínimos (o piso) do frete. A nova tabela será publicada na próxima semana.

A definição do valor mínimo do frete, aprovada ontem, prevê novas composições de veículos por eixo para as cargas conteinerizada, perigosa e neogranel. Também inclui os custos que haviam sido desconsiderados ou estavam imprecisos, como os relacionados à velocidade de deslocamento do veículo carregado, ao tempo de carga e descarga, à jornada de trabalho dos motoristas e às despesas com a manutenção (diesel e pneus), o IPVA e o licenciamento do caminhão.

Além disso, foi admitida a criação de uma segunda tabela com o valor mínimo do frete para a contratação apenas do caminhão – o veículo automotor -, sem as partes usadas para o transporte da carga (carreta ou semirreboque).

Ontem, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a nova tabela sairá na segunda-feira. Segundo ele, há “muito consenso” e que a maior parte da categoria, que parou o país em greve contra o aumento do óleo diesel em maio de 2018, “está confortável” com os valores.

Se acabarem, de fato, os embates em torno do frete rodoviário, o Ministério da Infraestrutura deve começar a atuar em novas frentes. “A receptividade da tabela está boa, o que os caminhoneiros querem é o Ciot [Código Identificador da Operação de Transportes] para todos”, disse, ressaltando que o tema já “está em estudo”. O código é usado pela ANTT para regulamentar o pagamento do frete rodoviário.

Os caminhoneiros autônomos devem contar com um aplicativo de celular para calcular o valor do frete em cada viagem, a partir dos novos critérios da ANTT. O recurso tecnológico foi desenvolvido pela estatal de tecnologia da informação, o Serpro, a pedido do Ministério da Infraestrutura.

A última versão do aplicativo foi apresentada aos representantes dos caminhoneiros, das transportadoras e do setor produtivo que se reuniram com integrantes do governo federal na semana passada.

O aplicativo de celular será disponibilizado de forma gratuita nas lojas virtuais. A ideia é permitir que o próprio caminhoneiro saiba o valor mínimo do frete antes de negociar com quem for contratar o serviço, bastando fornecer informações sobre valor de pedágio, previsão de parada e pernoite, entre outras. O governo prevê o lançamento do aplicativo após a publicação da nova tabela de frete.

A nova tabela trará mudanças significativas em relação à atual. Os valores vigentes, aprovados no ano passado, foram estabelecidos para apenas cinco categorias de carga. O trabalho da Esalq ampliou para 11 categorias e também incluiu veículos com maior número de eixos.

Agora, os valores mínimos consideraram, de um lado, custos fixos do serviço de carga nas rodovias, que não variam com a distância percorrida e existem mesmo se o caminhão está parado, como perda de valor do veículo (depreciação), o salário do motoristas, e encargos sociais.

A tabela também incorporou custos variáveis, que aumentam de acordo com a distância da entrega e caem praticamente a zero quando o caminhão não está sendo usado. Isso envolve as despesas com manutenção e o combustível, por exemplo.

Com o aprofundamento dos estudos técnicos, a ANTT conseguiu afastar a ideia de que estaria impondo um “tabelamento” de preços no setor, mas apenas estabelecendo uma referência de custos para a livre negociação. Esta, inclusive, foi a questão que levou as entidades do setor produtivo a questionar a constitucionalidade da política nacional de piso mínimo no Supremo Tribunal Federal.

O novo cálculo do frete foi aprovado em rápida análise da diretoria da ANTT. O processo foi relatado pela diretora Elisabeth Braga. Ela disse que houve apenas um ajuste na minuta de resolução levada à audiência pública. A alteração estava relacionada à exigência de documento de transporte eletrônico (DTE).

Fonte: www.valor.com.br

Regulamento para o Transporte de Produtos Perigosos é atualizado pela ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres ( ANTT) atualizou o Regulamento para o Transporte de Produtos Perigosos, com a publicação da Resolução nº 5.848, no Diário Oficial da União, do último dia 26 de junho. A assessora técnica da FETCESP, Sandra Caravieri, explica que a resolução traz várias alterações e destaca a seguir as mais significantes.

“ Para a realização do transporte rodoviário remunerado de produtos perigosos, o transportador deve estar devidamente inscrito em categoria específica do RNTRC – Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas e comprovar:

– Prévia inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras – CTF/APP do IBAMA.

– Avaliação da conformidade dos veículos e equipamentos de transporte de produtos perigosos a granel, quando aplicável, por meio de inspeção ou certificação.

A Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas- SUROC detalhará posteriormente os prazos e procedimentos para a comprovação dos documentos acima citados.

A prova de conhecimento de que trata a Resolução nº. 4.799/2015, quando destinada a Responsável Técnico do Transporte ou Transportador Autônomo de Cargas, conterá módulo específico com perguntas referentes ao transporte de produtos perigosos, a serem estabelecidos pela SUROC.

Quanto a sinalização dos veículos e equipamentos duas proibições passíveis de autuação estão citadas na Resolução, são elas:

Fica proibido portar no veículo sinalização não relacionada aos produtos perigosos transportados, exceto se estiver guardada de modo que não se espalhem em caso de acidentes.

Fica proibido portar no veículo sinalização de que trata o regulamento de produtos perigosos, durante o transporte de produtos não classificados como perigosos.

Para o transporte de produtos perigosos a granel, além das inspeções obrigatórias para obtenção do Certificado de para o Transporte de Produtos Perigosos – CTPP para equipamentos, do Certificado de Inspeção Veicular (CIV) e do Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos – CIPP para veículos e equipamentos, esses equipamentos devem portar todos os dispositivos de identificação (placa do fabricante do equipamento), Selo de Identificação da Conformidade do INMETRO, placas de identificação e de inspeção) exigidos, dentro da validade e de acordo com o estabelecido nos regulamentos técnicos do INMETRO.

O transporte de produtos perigosos só pode ser realizado, em veículos automotores classificados como “de carga” ou “misto”, conforme definições do Código de Trânsito Brasileiro –CTB, salvo casos previstos nas instruções complementares.

Admitido o transporte em veículos classificados como “especial”, em função da atualização das carrocerias e transformações permitidas de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN.

Equipamentos de transporte certificados para o transporte de produtos perigosos a granel não podem ser utilizados para alimentos, medicamentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria, farmacêuticos, veterinários ou seus insumos, aditivos ou suas matérias primas.

Apenas equipamentos de transporte certificados para o transporte de álcool etílico potável podem ser utilizados para o transporte de bebidas alcoólicas e produtos alimentícios.

Só podem ser utilizadas embalagens de acordo com as Instruções Complementares ao regulamento, ou seja, certificadas conforme cada caso.

Todos os volumes devem estar corretamente identificados a seus riscos e portar marcação indicativa de que a embalagem corresponde a um projeto tipo aprovado nos ensaios prescritos e que atende a todas as exigências relativas à fabricação, possuindo ainda comprovação de sua adequação ao programa de avaliação da conformidade da autoridade competente, quando aplicável.

As embalagens devem ser acondicionadas e estivadas no compartimento de carga do veículo de modo que não possam deslocar-se, cair ou tombar, suportando os riscos de carregamento, transporte, descarregamento e transbordo.

Fica mantida as proibições de transporte de produtos incompatíveis entre si, ou ainda juntamente com alimentos, medicamentos, cosméticos, farmacêuticos ou veterinários ou objetos ou produtos já acabados destinados a uso ou consumo humano ou animal de uso direto ou, ainda, com embalagens de mercadorias destinadas ao mesmo fim, salvo em disposição em contrário as instruções complementares.

Entende-se como objetos ou produtos destinados ao uso ou consumo humano, ou animal de uso direto os produtos finais para aplicação direta no corpo, inalação ou ingestão humana ou animal.

É proibido instalar ou manter, nos veículos transportando produtos perigosos, aparelho ou equipamento de aquecimento sujeito à combustão, a gás ou elétrico (fogão, fogareiro ou semelhantes), assim como os produtos combustíveis necessários ao seu funcionamento, ou quaisquer recipientes ou dispositivos capazes de produzir ignição dos produtos, seus gases ou vapores, bem como reservatório extra de combustível, exceto se permitido pela legislação de transito.

Mantida a possibilidade de transporte de produtos incompatíveis, quando estiverem segregados em cofres de carga que assegurem a estanqueidade destes em relação ao restante do carregamento.

Os documentos de porte obrigatório, como CTPP ou CIPP, conforme aplicável, e do CIV; documento para o transporte de produtos perigosos contendo as informações relativas aos produtos transportados, podendo ser o documento que caracteriza a operação de transporte ou outro documento; declaração do expedido, conforme instruções complementares, ou ainda certificado de inspeção internacionalmente aceito e dentro do prazo de validade para contêineres, poderão ser disponibilizados eletronicamente, quando aplicável e na forma a ser regulamentada pela ANTT.

Mantidas as demais exigências da legislação anterior, como por exemplo o porte de EPI (equipamento de proteção individual), equipamentos para emergência, obrigatoriedade do curso para motoristas, entre outras.

No caso de descumprimento das regras desta Resolução e das Instruções Complementares, os expedidores e transportadores estão sujeitos a infrações e penalidades.

As infrações e penalidades estão classificadas de acordo com sua gravidade em 04 (quatro) grupos:

Primeiro Grupo: multa de R$. 5.000,00 (cinco mil reais)

Segundo Grupo: multa de R$. 1.400,00 (mil e quatrocentos reais)

Terceiro Grupo: multa de R$. 1.000,00 (mil reais)

Quarto Grupo: multa de R$. 600,00 (seiscentos reais)

Na reincidência de infrações com idêntica tipificação, no prazo de 12 (doze) meses, a multa será aplicada com acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento) em relação aos valores estabelecidos.

Cometidas 2 (duas) ou mais infrações de diferentes tipificações serão aplicadas as penalidades correspondentes a cada uma.

A Resolução entre em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a sua publicação.

Fonte: www.fetcesp.com.br

Amazon investe na busca por Engenheiros de Segurança e provisionarão US$700 milhões para capacitar 100 mil funcionários em novas tecnologias

Amazon anunciou nesta quinta-feira (11), que investirá US$ 700 milhões para capacitar, até 2025, 100 mil de seus funcionários dos Estados Unidos para empregos do futuro. Segundo a companhia, equipes dos escritórios corporativos, centros de tecnologia, atendimento, lojas de varejo e rede de transporte receberão treinamentos. 

“Para nós, criar essas oportunidades é apenas o começo. Enquanto muitos dos nossos funcionários querem construir suas carreiras aqui, para outros, pode ser um trampolim para diferentes aspirações”, disse Beth Galetti, vice-presidente de RH da Amazon. A companhia investirá, principalmente, na capacitação para cargos de cientista de dados, arquiteto de soluções, engenheiro de segurança e analista de negócio. Além disso, focará em áreas de aprendizado de máquina, manufatura, robótica, ciência da computação e nuvem.

“O futuro do trabalho é agora e o desafio não é apenas se adaptar às novas tecnologias, mas ao dinamismo da economia, que só vai acelerar”, disse Jason Tyszko, vice-presidente da Fundação da Câmara de Comércio dos Estados Unidos. “A Amazon está demonstrando o novo papel que os empregadores devem desempenhar para combater esse desafio, promovendo um novo relacionamento com os trabalhadores, onde manter e aumentar suas habilidades é um imperativo para o sucesso dos negócios”.

O plano de capacitar 100 mil funcionários envolve a criação de diversos programas. Entre eles está o Amazon Technical Academy, que treinará aqueles que planejam fazer a transição para carreiras de software e engenharia; e o Machine Learning University, para capacitar funcionários com experiência em tecnologia para se aprofundarem em aprendizado de máquina.

A companhia também planeja expandir programas que já existem, como o Career Choice, em que a Amazon paga até 95% de mensalidades e taxas para cursos em campos de estudo qualificados e o Amazon Apprenticeship, que oferece treinamento em salas de aula dentro da companhia.

Créditos: www.startse.com

Caminhões Volvo nos Estados Unidos receberão sistema que usa uma série de radares e câmeras para evitar acidentes

Os caminhões Volvo VNL, VNR e VNX serão equipados pela Volvo, ainda este ano, com a nova versão do sistema Volvo Active Driver Assist (VADA) 2.0. Esse sistema usa uma série de radares e câmeras para evitar acidentes, manter uma distância segura do veículo da frente por meio de alertas, ampliar o foco no tráfego à frente e frear o veículo de forma emergencial, se for necessário.

“A tecnologia Volvo Active Driver Assist que introduzimos pela primeira vez com o Bendix Wingman Fusion em 2017 foi uma conquista inovadora para maior eficiência e segurança por meio da automação”, disse Johan Agebrand, diretor de marketing de produtos da Volvo Trucks North America. “Continuando essa parceria, melhoramos as capacidades desta tecnologia de segurança e estamos confiantes de que o VADA 2.0 aumentará ainda mais a segurança para todos os motoristas.”

O sistema foi apresentado em 2017, e usa radares e câmeras para detectar outros veículos próximos ao caminhão Volvo. Além disso, o sistema emite alertas e entra em ação caso o motorista não tome nenhuma atitude para evitar um acidente. O sistema inclui a frenagem de emergência automática, que usa os sensores do veículo para detectar o tráfego e entra em ação em caso de colisão eminente, se o motorista não responder à alertas sonoros e visuais emitidos pelo caminhão.

Outra tecnologia monitora a faixa da pista em que o caminhão está, e se houver mudança repentina de faixa, ou o caminhoneiro começar a “comer faixa”, o caminhão emite alertas. Outro sistema, chamado de HDB, entra em ação se o caminhoneiro não retornar o veículo à posição inicial, reduzindo a velocidade do caminhão automaticamente.

O caminhão tem ainda um controle de cruzeiro adaptável e uma câmera instalada no parabrisa, voltada para o motorista, que analisa o caminhoneiro, suas atitudes no trânsito e atenção à estrada.

“Estamos empolgados em apresentar o Volvo Active Driver Assist 2.0 como padrão em nossos modelos de caminhões, representando a próxima geração de produtos de segurança ativos”, disse Ashraf Makki, gerente de marketing de produto e tecnologia da Volvo Trucks North America. “Cada recurso incluído nesta nova tecnologia permite que nossos produtos funcionem com mais eficiência e oferece benefícios adicionais de segurança para nossos clientes e motoristas profissionais.”

Apesar da segurança oferecida pelo caminhão, essas tecnologias não substituem uma peça fundamental: O motorista profissional, que deverá continuar trabalhando perfeitamente antenado a tudo o que está acontecendo à volta do caminhão. Esses sistemas estarão disponíveis como itens de série nos modelos VNL e VNR, e como opcional para o modelo VNX.

Com intenção de reduzir acidentes no transporte de cargas, a BRF investe em tecnologia

A operação logística da BRF acaba de ganhar um reforço: a adoção de uma nova tecnologia que vai proporcionar ainda mais segurança aos motoristas. Mais de 6.500 condutores que levam matéria-prima do campo à indústria e transportam os produtos de Sadia, Perdigão e Qualy aos supermercados, restaurantes e principais portos do país, serão beneficiados com a medida. A instalação do novo equipamento já começou e, até o final deste ano, deve abranger 100% da frota, reduzindo o número de acidentes no transporte de cargas.

No inicio do mês, transportadores que realizam rotas de longo percurso puderam conferir os detalhes da nova ferramenta. Além de possibilitar o acompanhamento, em tempo real, dos principais comportamentos de risco na condução dos veículos, o sistema vai auxiliar no gerenciamento das informações e permitir maior agilidade na tomada de decisões relacionadas à rotina do condutor, funcionamento e eficiência dos veículos.

“Os caminhões que integram o ecossistema logístico da BRF percorrem mensalmente mais de 40 milhões de quilômetros todos os meses, o equivalente a cerca de 1.000 voltas na Terra. Temos um programa importante voltado à segurança nas estradas que já completou oito anos. Agora, estamos dando um novo passo com a adoção da alta tecnologia para prevenir acidentes no transporte de cargas”, explica José Perottoni, diretor global de logística da BRF.

Com os relatórios gerados pelo novo sistema, os transportadores conseguem mapear, por exemplo, áreas com alto fluxo de pedestres e indicar se os motoristas devem reduzir a velocidade ao transitar pelo local ou adaptar o roteiro para uma região que não ofereça risco. “Os nossos veículos transitam por todos os tipos de estradas e em diversos horários e jornadas. Ter um sistema que atue preventivamente como se fosse um anjo da guarda trará mais segurança aos motoristas, maior eficiência aos transportadores e a BRF”, finaliza Perottoni.

Pesquisa mostra que quase 20% dos Brasileiros utilizam o celular enquanto dirigem

Dados do Ministério da Saúde revelaram que 19,3% da população das capitais brasileiras usam o celular enquanto dirigem. Isso significa que de cada cinco pessoas, uma afirmou que comete esse ato. A informação é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgada no dia (24). O ministério alertou ainda que os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país.

A pesquisa também mostrou que as pessoas com idades entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (26,1%), com 12 anos de estudo ou mais, são as que mais assumem esse comportamento de risco. Os motoristas com nível superior também são os que mais recebem multas por excesso de velocidade e que associam o consumo de bebida alcoólica e direção.

O Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que, desde 2006, monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Nesta edição foram entrevistadas por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

As capitais que apresentaram maior percentual de uso de celular por condutores foram Belém (24%), Rio Branco (23,8%) e Cuiabá (23,7%), seguido por Vitória (23,3%), Fortaleza (23,2%), Palmas (22,4%), Macapá e São Luís (22,3%). Por outro lado, as capitais com menor uso de celular durante a condução de veículo foram: Salvador (14,1%), Rio de Janeiro (17,1%), São Paulo (17,2%) e Manaus (17,7%).

Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa abordou também outros três importantes indicadores para a ocorrência de acidentes de trânsito: consumo abusivo de álcool abusivo, consumo de álcool em qualquer dose e multa por excesso de velocidade.

Velocidade

O Vigitel 2018 mostra que 11,4% da população entrevistada afirmou já ter recebido multas de trânsito por excesso de velocidade. O comportamento de risco foi identificado mais em homens (14%) do que em mulheres (7%), na população de 25 a 34 anos (13,4%), e de maior escolaridade (13%).

O Distrito Federal é a capital com a maior proporção de casos (15,6%), seguida de Fortaleza (14,5%); Porto Alegre (14,1%); Belo Horizonte (13,7%); e Goiânia (13,6%). Já as capitais com menores índices são Manaus (0,9%); Macapá (2,7%); Belém (5,9%); Campo Grande (6,9%) e Porto Velho (7,1%).

Álcool e direção

A proporção de adultos que informaram que conduziram veículos motorizados após consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica foi de 5,3%, sendo maior entre homens (9,3%) do que mulheres (2%). A associação entre consumo de álcool e direção ocorreu principalmente em indivíduos de maior escolaridade (8,6%) e com idade entre 25 e 34 anos (7,9%).

Dentro desta categoria, as capitais com maior proporção são: Palmas (14,2%); Teresina (12,4%); Florianópolis (12,1%); Cuiabá (9,9%) e Boa Vista (9,3%). Já as com menores prevalências são: Recife (2,2%); Rio de Janeiro (2,9%); Vitória (3,2%); Salvador (3,6%) e Natal (4,2%).

Mortes no trânsito

Os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. Em 2017, de acordo com o Ministério da Saúde, 35,3 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito e 166.277 foram internadas. Os gastos com as internações foram de R$ 229,2 milhões. Além das sequelas emocionais, muitos pacientes ficam com lesões físicas, sendo as principais consequências amputações e traumatismo cranioencefálico, segundo a pasta.

Em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde desenvolve, desde 2010, o Programa Vida no Trânsito, uma resposta do governo brasileiro aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, cuja meta é reduzir 50% dos óbitos por acidentes de trânsito entre 2011 a 2020. Entre 2010 e 2017, o Brasil reduziu em 17,4% o número de mortes por acidentes de trânsito, passando de 42.844 para 35.374.

Nas capitais que mais se engajaram no programa, houve redução superior à 40%, como: Aracaju (55,8%); Porto Velho (52,0%); São Paulo (46,7); Belo Horizonte (44,7); Salvador (42,7%) e Maceió (42,9%).

Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

Tegma busca startups para solucionar dez desafios propostos por colaboradores e clientes

A Tegma, uma das maiores empresas de logística do Brasil, está em busca de soluções inovadoras para o mercado. Para isso, a empresa criou a TegUp Ventures, braço de inovação aberta e aceleradora de startups. Com a iniciativa, a companhia busca potencializar projetos de todo o Brasil com uma série de benefícios: laboratório real para testes, acesso ao networking da empresa, mentoria e espaço de coworking.  

Na edição 2019, a Tegma busca solucionar oito desafios propostos por colaboradores e clientes. Durante todo o período de aceleração, as startups selecionadas estarão em contato com os executivos das empresas de cada desafio proposto, e com os executivos da Tegma. Conheça três dos desafios lançados no programa:

Controle de pressão para cintas de amarração de cargas

A Tegma busca tecnologias que auxiliem na amarração de cintas no transporte de carros. “São quatro cintas por veículos, e o amarrador deve colocar uma pressão nelas. Queremos encontrar uma solução capaz de sinalizar quando a pressão ideal for atingida”, explica Sandro Torres, executivo de operações da Tegma. Segundo o executivo, o objetivo é evitar que as cordas fiquem muito apertadas ou frouxas. “Se possível, buscamos uma tecnologia que também envie alertas ao motorista se alguma cinta se soltar”, explica.

Monitoramento da altura e peso das cargas

Em outro desafio, a Tegma deseja encontrar soluções para controlar altura e peso das cargas e identificar o volume carregado no transporte. A tecnologia deve auxiliar na distribuição correta do peso entre os eixos dos veículos. “Nossa ideia é ter algum tipo de sensor que registre informações sobre qual equipamento está sendo carregado e suas medidas”, ressalta Sandro.

Melhoria no processo de identificação de lacres dos veículos

A Tegma também busca soluções que auxiliem na conferência dos lacres dos veículos usados para transporte de cargas dos clientes. Hoje, ela é feita manualmente. A companhia deseja usar a tecnologia para evitar fraudes e tornar o processo digital, ágil e seguro — com o uso de códigos de barras, aplicativos ou outras plataformas.

Inscrições

Startups de todo o Brasil podem se inscrever para o programa até o dia 14 de julho. Além do controle de cintas e monitoramento das cargas e lacres, a empresa busca soluções para outros cinco desafios: Assistente para roteirização na navegação da frota, Consulta de multas dos veículos, Otimização de inventário de estoque, Aprimoramento do processo de separação de pedidos B2C e Melhoria no processo de separação de pedidos B2C.

Após o período de inscrições, as startups selecionadas passarão pelas fases de Pitch Day com apresentações, escolha dos finalistas e Demo Day com desenvolvimento e execução de piloto. As empresas que mais se destacarem serão aceleradas pela Tegma. Para saber mais, acesse http://www.tegup.com

Crédito: www.startse.com

BENCHMARKING: Tecnologia a serviço do negócio de Transportes

A frota da Sentinel vem usando novas tecnologias para aumentar a segurança de motoristas e veículos há mais de uma década. Hoje, a empresa reúne dados de diversos sensores como: radar, vídeo e freios para criar uma imagem detalhada do que está acontecendo dentro e fora de seus caminhões.

Recentemente, nosso CEO Flávio Batista teve a oportunidade de visitar a Sentinel Transportation LLC, uma empresa sediada em Delaware nos Estados Unidos, que transporta derivados de petróleo em toda a América.

As câmeras presente em toda a frota, juntamente com um processo robusto de treinamento e acompanhamento, mudaram o comportamento dos motoristas, reduziram as faltas de produto e aumentaram a produtividade. O controle de fadiga, incluindo treinamento contínuo e testes de apneia do sono, também fazem parte do programa de saúde e bem estar da Sentinel.

“Passamos vários anos sem um só acidente evitável”, disse o CEO da Sentinel, Adam Gregori. “E isso percorrendo mais de 30 milhões de milhas por ano.”

O Sentinel usa imagens de câmeras na cabine para treinar motoristas e aplicar aprimorar as técnicas de direção. Embora o treinamento e o aprimoramento do motorista sejam os principais objetivos do sistema de câmeras, certas violações, como o uso de celulares, mesmo com as mãos livres, são pecados capitais e causam demissão imediata. Essas violações e suas consequências são claramente explicadas a todos os motoristas logo na contratação bem como em treinamentos e reuniões periódicas.

Depois de uma violação, o motorista tem a oportunidade de ver o vídeo e geralmente concorda que o que ele fez não é seguro, disse o Gerente de Segurança Regional da Sentinel, David Eicher. Os mais de 500 motoristas do Sentinel passam anualmente por uma combinação de treinamento em sala de aula, nos tablets e também dentro do caminhão.

Andy Frisby trabalha no Hartford Terminal da Sentinel no sul de Illinois. Ele dirigiu grandes veículos por 22 anos, os quatro últimos com Sentinela. Ele disse que quando se juntou à empresa, experimentou o choque cultural. Ele teve que se adequar para ser um motorista mais seguro. Na sua oponião, a tecnolodia hoje presente na empresa ajuda os motoristas a garantir que tenham menos exposição ao risco. Ele cita por exemplo: os limitadores de velocidade e o sistema de monitoramento de pneus. “Com os pneus, o sistema monitora a pressão e a temperatura de cada pneu, disse Frisby. “Isso alerta o motorista se um pneu está “baixo ou superaquecido antes de estourar.”

Outro sistema de segurança importante é o dispositivo de frenagem de emergência automática. Estes podem reduzir as colisões traseiras em cerca de 40%, de acordo com estimativas do Instituto de Seguros Americano, e é por isso aqui lá costuma-se dizer que “Segurança faz muito Sentindo também porque faz muitos dólares”.

Implementação de Tecnologia de Segurança Veicular Voluntária

Um acordo de 2016 entre os órgãos federais e as montadoras líderes acelerará a padronização da frenagem de emergência automática em veículos de passageiros, mas infelizmente ainda não é obrigatória em caminhões pesados. “Como indústria, precisamos continuar a dar prioridade maior à segurança”, disse Gregori.

“Há uma percepção de que essas tecnologias e custos adicionais poderiam afetar negativamente a lucratividade e os resultados financeiros gerais da empresa, especialmente dentro de frotas menores”, disse ele. “É um conflito, francamente, em muitas empresas.” Porém este não é o caso da Sentinel.

“Nós já tivemos tempo suficiente para ver o valor inclusive financeiro da segurança a longo prazo”, disse Gregori. “Os sistemas avançados de assistência ao motorista reforçam nossos valores fundamentais e fortalecem nossa mensagem de segurança com os funcionários. Não apenas falamos sobre segurança, acreditamos nela e por isso fazemos a nossa parte implementando dentro de nossos equipamentos o que existe de mais moderno em tecnologia de segurança”.

 

Anunciado parceria entre Volvo e Nvidia com foco em caminhões autonômos

A Volvo e a Nvidia anunciaram, na última terça-feira (18), uma parceria com foco em caminhões comerciais autônomos. As empresas usarão a plataforma Drive de inteligência artificial da Nvidia para testes de processamento de dados de sensores, sistemas de percepção, localização e mapeamento. O objetivo é criar um sistema projetado para lidar com condução totalmente autônoma em vias públicas e rodovias. Segundo as empresas, os veículos poderão ser usados, por exemplo, para o transporte de carga, coleta de lixo e reciclagem e mineração.

Hoje, a Volvo já possui um sistema autônomo para caminhões. A companhia, inclusive, anunciou recentemente uma parceria com a DFDS para entrega sem motoristas. Porém, os veículos circulam em uma rota pré-definida. Com a parceria, a Volvo pretende oferecer um sistema 100% autônomo para qualquer via pública.

“A automação é uma área de tecnologia fundamental para o Grupo Volvo. Com essa parceria, aumentaremos ainda mais nossa velocidade de desenvolvimento e fortaleceremos nossos recursos e ativos de longo prazo, para o benefício de nossos clientes em diferentes segmentos e mercados”, afirmou Lars Stenqvist, diretor de tecnologia do Grupo Volvo, em um comunicado.

A parceria entre a Volvo e a Nvidia será de longo prazo, com alguns anos de trabalho. A parceria inclui o uso de tecnologias para treinamento de redes neurais profundas, simulação em grande escala, testes de hardware e implementação da plataforma Drive em veículos para mapeamento e planejamento de caminhos.

As empresas já começarão a trabalhar no espaço da Volvo em Gotemburgo, na Suécia, e na sede da Nvidia em Santa Clara, na Califórnia.

Fonte: www.startse.com

Proprietário de transportadora é condenado por negligência

Samuel Jutras, empresário e dono da Sciures Jutras, empresa de Saint Césaire, no Canadá, foi condenado pela justiça canadense por negligência, após a morte de um caminhoneiro da empresa, em um grave acidente ocorrido em janeiro deste ano.

O caminhoneiro Sylvain Ferguson, de 53 anos, faleceu após o caminhão que dirigia ficar sem freio no implemento, o que causou o acidente, que ocorreu na Highway 55, próximo à cidade de Poirier Boulevard, em Quebec.

O caminhoneiro realizava o transporte de equipamentos industriais quando sofreu o acidente. De acordo com a investigação, o dono da transportadora, Samuel Jutras, era o responsável pela manutenção dos veículos da empresa, que não foi feita adequadamente. Foi essa negligência do proprietário da empresa que causou o acidente e vitimou Sylvain.

Samuel Jutras irá responder o processo em liberdade, mas será obrigado a manter a manutenção de todos os veículos em perfeitas condições.

Fonte: www.plantaonews.com.br